No meu grande otimismo de inocente,
Eu nunca soube por que foi… um dia,
Ela me olhou indiferentemente,
Perguntei-lhe por que era… Não sabia…
Desde então, transformou-se de repente
A nossa intimidade correntia
Em saudações de simples cortesia
E a vida foi andando para frente…
Nunca mais nos falamos… vai distante…
Mas, quando a vejo, há sempre um vago instante
Em que seu mudo olhar no meu repousa,
E eu sinto, sem no entanto compreendê-la,
Que ela tenta dizer-me qualquer cousa,
Mas que é tarde demais para dizê-la…
postado por Ederson Peka em 31-10-2010
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nils disse:
excelente poesia. acalenta o coração
Elias Balthazar disse:
Não conhecia esse poeta…
EDILOY A C FERRARO disse:
Não me recordo de ter lido antes outro texto deste autor, mas chamou-me a atenção pela singeleza da mensagem, tão presente, pulsante, em tantos olhares que se comunicam tanto sem articularem palavras, morrendo, talvez por isso mesmo, em plâtonicos ensejos….
EDILOY A C FERRARO disse:
..na pressa, dedilhei equivocadamente, leia-se o acento na 2° vogal em PLATÔNICO (proparoxítona)
cristina disse:
lindas demais tuas poesias..
faça uma visita no meu ..e aproveitando gostaria que vc me seguisse..
o luar faz de mim uma grande mulher..
mas quando vem a chuva ..
torno-me mais madura.. graciosa …
CRIS FEITOSA disse:
NOSSA QTA COISA LINDA. PARABÉNS PELO BLOG.
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ABÇ
Claudineide Marra Ribeiro disse:
Foi ,foi ,foi uma estoria antiga!!!!
claudineide disse:
inocencia muitas vezes pode ser algo divino que nos livra de muuuuuiiiitaaaa trapalhada