É a encarnação do mal. Pulsa-lhe o peito
Ermo de amor, deserto de piedade…
Tem o olhar de uma deusa e o altivo aspeito
Das cruentas guerreiras de outra idade.
O lábio ao ríctus do sarcasmo afeito
Crispa-se-lhe num riso de maldade,
Quando, talvez, as pompas, com despeito,
Recorda da perdida majestade.
E assim, com o seio ansioso, o porte erguido,
Corada a face, a ruiva cabeleira
Sobre as amplas espáduas derramada,
Faltam-lhe apenas a sangrenta espada
Inda rubra da guerra derradeira,
E o capacete de metal polido…
postado por Ederson Peka em 26-09-2010
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Antonio Cícero da Silva(Águia) disse:
Este é sem dúvidas, um dos mais brilhantes escritos, do mestre da poesia Olavo Bilac.
Antonio Cícero da Silva(Águia), escritor e poeta
Júlia Coelho disse:
Ó !! o poema , em lelo em voz alta, as pronuncias soam quase sólidas , beleza de tirar o folego , uma obra de arte expressa em palavras … Sucumbindo-me por dentro com a afiada beleza dessas palavras…
meus textos são nada comparando a isto
karina disse:
parabéns por ser uns dos maiores poetas do
Brasil.
parabéns bilac…
karina disse:
Gostei muito dos poemas do Olavo bilac
um homem como esse nuncu deveria ter morrido pois eu admiro o trabalho dele
Jhonatan disse:
Muito bom. Os poemas dele realmente são impressionantes
http://cafelivrosearte.blogspot.com/
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