Se estou contente, querida,
Com esta imensa ternura
De que me enche o teu amor?
Não. Ai não; falta-me a vida;
Sucumbe-me a alma à ventura:
O excesso de gozo é dor.
Dói-me alma, sim; e a tristeza
Vaga, inerte e sem motivo,
No coração me poisou.
Absorto em tua beleza,
Não sei se morro ou se vivo,
Porque a vida me parou.
É que não há ser bastante
Para este gozar sem fim
Que me inunda o coração.
Tremo dele, e delirante
Sinto que se exaure em mim
Ou a vida ou a razão.
postado por Ederson Peka em 28-02-2010
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Mi disse:
Cantando o amor, um amor enorme, que ao mesmo tempo traz sofrimento e dor, na alegria de amar e temor de quebrar o encanto desse amor…
“Não sei se morro se vivo”…
Gabriel lugoch disse:
Poesia muitas vezes
Falam só de coisas boas Amor, esperança Muitas dizem “Quem espera sempre alcança.”Mas Por que o ódio é assim?
Por que ele muitas vezes não tem fim?
Isso eu não posso explicar
Mas posso dizer
Que só mal ele trará
EDILOY A C FERRARO disse:
O poeta demonstra a consternação do homem diante a tanta dádiva, a de amar e ser amado, parecendo desconfiar de tanta felicidade, e, como todo inquietante pensador, tira suas conclusões, apesar de opostas, ante o gozo e a dor…fina ironia despendida nestes versos que antes de encantar-nos sugere-nos dúvidas…