Tem certos dias em que eu penso em minha gente
E sinto assim todo o meu peito se apertar
Porque parece que acontece de repente
Como um desejo de eu viver sem me notar
Igual a como quando eu passo num subúrbio
Eu muito bem vindo de trem de algum lugar
E aí me dá como uma inveja dessa gente
Que vai em frente sem nem ter com quem contar
São casas simples com cadeiras na calçada
E na fachada escrito em cima que é um lar
Pela varanda flores tristes e baldias
Como a alegria que não tem onde encostar
E aí me dá uma tristeza no meu peito
Feito um despeito de eu não ter como lutar
E eu que não creio, peço a Deus por minha gente
É gente humilde, que vontade de chorar
postado por Ederson Peka em 28-01-2009
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soniamar disse:
Chico é fantástico em qualquer dia,em qualquer tempo.Simplesmente DIVINO!!!!!
Amo suas letras e as uso muito em minhas aulas de interpretação textual com meus alunos.
b disse:
Morei em subúrbio no Rio e é exatamente assim.
Há que ter olhos , ouvidos, voz, mas principalmente alma de gênio prá perceber o que está em tôrno, o que está dentro e transformar tudo em riqueza e poesia.
Sempre com genialidade.
Chico, já me escreveram isso, “é o nome nacional”.
Ediloy Antonio Carlos Ferraro disse:
( qualquer insipiração do Chico Buarque, é problema dele…rs !)
MINHA GENTE
de monturos
visões montanhosas
não de estrumes
de perfumes
da escassez
sensatez
paciências
resignação
do sofrer
o viver
feliz na dor
rescende amor
e nas lágrimas
gastas mágoas
forças para resistir
e continuar
heróis heroinas
valentes anônimos
cangalhas nas costas
feridas nos ombros
esperanças nos olhos
sorrisos nos lábios
um altar uma fé
e vontades imensas de viver…
Josue disse:
O Renato Russo gravou essa musica de uma forma muito geniosa tambem, se vc apreciou o poema deveria ouvir a musica com o Renato
O Tamanho do Meu Amor! by Antero Vaz de Andrade « Brasil Poesias disse:
[...] Gente Humilde [...]
Andressa disse:
Chico!