Viver!… Beber o vento e o sol!… Erguer
Ao Céu os corações a palpitar!
Deus fez os nossos braços pra prender,
E a boca fez-se sangue pra beijar!
A chama, sempre rubra, ao alto, a arder!…
Asas sempre perdidas a pairar,
Mais alto para as estrelas desprender!…
A glória!… A fama!… O orgulho de criar!…
Da vida tenho o mel e tenho os travos
No lago dos meus olhos de violetas,
Nos meus beijos extáticos, pagãos!…
Trago na boca o coração dos cravos!
Boémios, vagabundos, e poetas:
Como eu sou vossa Irmã, ó meus Irmãos!…
postado por Ederson Peka em 21-03-2010
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EDILOY A C FERRARO disse:
…na poesia de Florbela Espanca há sempre a presença de arrebatamentos em sentimentos, uma explosão de emoções, neste ela faz jus ao seu deslumbramento, sempre intensa e febril…
AINAH disse:
so ta faltando os poemas de castro alves