Eu luminoso não sou. Nem sei que haja
Um poço mais remoto, e habitado
De cegas criaturas, de histórias e assombros.
Se, no fundo poço, que é o mundo
Secreto e intratável das águas interiores,
Uma roda de céu ondulando se alarga,
Digamos que é o mar: como o rápido canto
Ou apenas o eco, desenha no vazio irrespirável
O movimento de asas. O musgo é um silêncio,
E as cobras-d’água dobram rugas no céu,
Enquanto, devagar, as aves se recolhem.
postado por Diego Eis em 23-05-2006
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Lígia disse:
Olá!
Estou aqui para convidá-los para a estréia do mais novo espetáculo da Cia. Estrela D´Alva de Teatro – “Alberto Caeiro – Ele mesmo”.
As poesia do heterônimo de Fernando Pessoa abordadas na linguagem dos palcos. A direção é de Marcelo Gianini, e no elenco, eu, Lígia Helena, e Ivan Ribeiro.
Alberto Caeiro – Ele mesmo
Teatro Municipal de Santo André
01 de junho de 2006 – quinta-feira
16h00 e 20h00
Pça. IV Centenário, s/nº – Centro
Ingressos: R$16,00 / R$8,00 (meia)
informações:
http://www.ciaestreladalva.blogspot.com
EDILOY A C FERRARO disse:
Como nos leva às reflexões em imagens emblemáticas, introspectivas,densas, de uma beleza dolorida…