Que és terra, homem, e em terra hás de tornar-te,
Te lembra hoje Deus por sua Igreja;
De pó te faz espelho, em que se veja
A vil matéria, de que quis formar-te.
Lembra-te Deus, que és pó para humilhar-te
E como o teu baixel sempre fraqueja
Nos mares da vaidade, onde peleja,
Te põe à vista a terra, onde salvar-te.
Alerta, alerta, pois, que o vento berra.
Se assopra a vaidade e incha o pano,
Na proa a terra tens, amaina e ferra.
Todo o lenho mortal, baixel humano,
Se busca a salvação, tome hoje terra,
Que a terra de hoje é porto soberano.
postado por Ederson Peka em 16-10-2011
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EDILOY A C FERRARO disse:
Na exuberância da verve deste poeta, enaltecida fica a verdade: ao pó viemos e a ele retornaremos…
Camila O. disse:
Que massa esse blog de poesia. Os que mais curto são Augusto dos Anjos, Cruz e Sousa, Fernando Pessoa e Florbela Espanca.
Valeu!
Rubem Dutra disse:
Gostei muito e continuem a escrever, porque retrata quem é o homem, e quem é o Deus que fez o homem. somos como terra seca sem valor, se não for as chuvas de missericordias derramada sobre nossa vida a cada dia, é ela que nos faz melhores também a cada dia. valeu á mensagem.
Fernando disse:
Olá! Muito bom esse blog, bela iniciativa. Temos um blog onde todos podem postar poesias e cronicas, visitem-no! gavetalimpa.blospot.com
shayene disse:
nossa que legal