Gosto da gota d’água que se equilibra
na folha rasa, tremendo ao vento.
Todo o universo, no oceano do ar, secreto vibra:
e ela resiste, no isolamento.
Seu cristal simples reprime a forma, no instante incerto:
pronto a cair, pronto a ficar – límpido e exacto.
E a folha é um pequeno deserto
para a imensidade do acto
postado por Célia de Lima em 27-05-2010
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EDILOY A C FERRARO disse:
Admiro esta capacidade poética/reflexiva, que, valendo-se de pequenas observações, amplia-se em reflexões, transcendendo em simbolos,como ecos, cheios de emblemáticos sentidos…
maria clementina disse:
muita poesia com poucas, mas grandes palavras,que belo poema
maria inês disse:
A beleza transborda o poema e penetra em todos os meus sentidos. Sou a gota.