O alegre do dia entristecido,
O silêncio da noite perturbado
O resplandor do sol todo eclipsado,
E o luzente da lua desmentido!
Rompa todo o criado em um gemido,
Que é de ti mundo? onde tens parado?
Se tudo neste instante está acabado,
Tanto importa o não ser, como haver sido.
Soa a trombeta da maior altura,
A que a vivos, e mortos traz o aviso
Da desventura de uns, d’outros ventura.
Acabe o mundo, porque é já preciso,
Erga-se o morto, deixe a sepultura,
Porque é chegado o dia do juízo.
postado por Ederson Peka em 11-07-2010
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David disse:
Nossa, estas palavras são fortes e destemidas.
Bacana!
EDILOY A C FERRARO disse:
…exuberante como o trombetear de alvíssaras, anuncia a hora derradeira com a picardia de um sutil sarcasmo que tanto particulariza o autor, obra eterna e rica.
Grispino disse:
Olá! Estamos te seguindo e gostaria de te convidar para nos seguir também! Parabens pelos seus textos! Conheça o nosso trabalho também! Abraços!