Quem disse à estrela o caminho
Que ela há-de seguir no céu?
A fabricar o seu ninho
Como é que a ave aprendeu?
Quem diz à planta: “Floresce!”
E ao mudo verme que tece
Sua mortalha de seda
Os fios quem lhos enreda?
Ensinou alguém à abelha
Que no prado anda a zumbir
Se à flor branca ou à vermelha
O seu mel há-de ir pedir?
Que eras tu meu ser, querida,
Teus olhos a minha vida,
Teu amor todo o meu bem…
Ai! não mo disse ninguém.
Como a abelha corre ao prado,
Como no céu gira a estrela,
Como a todo o ente o seu fado
Por instinto se revela,
Eu no teu seio divino
Vim cumprir o meu destino…
Vim, que em ti só sei viver,
Só por ti posso morrer.
postado por Ederson Peka em 31-01-2010
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EDILOY AC FERRARO disse:
…no jogo lúdico das palavras, brinca enamorado esse poeta, trazendo em reflexões belas, encantando-nos com suas peripécias, edulcoradas em um canto que resiste ao tempo, soa eterno, posto que as emoções transcendem eras, e, será sempre registros e emoções humanas…
Elisa Torres disse:
Como impedir a natureza que siga seu curso, né? Belo texto e atual apesar dos anos.
Mi disse:
Não é preciso que nos seja ensinado o caminho da felicidade, ele está em escrito em nosso coração. Apenas necessitamos de aprender a ler os sinais que o decifram…
jeferson disse:
um poema de muita trizteza e iluzoes amei parabens ao autor…