Já desprezei; hoje sou desprezado;
Despojo sou de quem triunfo hei sido;
E agora nos desdéns de aborrecido,
Desconto as ufanias de adorado.
O Amor me incita a um perpétuo agrado;
O decoro me obriga a um justo olvido:
Eu não sei, no que emprendo, e no que lido,
Se triunfo o respeito, se o cuidado.
Porém, vença o mais forte sentimento,
Perca o brio maior autoridade,
Que é menos o ludíbrio, que o tormento.
Quem quer, só do querer faça vaidade,
Que quem logra em amor entendimento,
Não tem outro capricho, que a vontade.
postado por Ederson Peka em 15-08-2010
1 – Contribuição Nacional (PagSeguro)
2 – Contribuição Internacional (PayPal)





EDILOY A C FERRARO disse:
…os sentimentos são eternos, transcendem épocas, nestes versos, em irõnicol humor, se desenhava o homem em seus limites nas ousadias, além de enaltecer os revezes de sua sina, de superior a subalterno…
Eduardo Treska disse:
As mais belas palavras descritas com precisão podem exalar amor, ódio, vergonha, confiança e tudo o que o ser humano é capaz de sentir. Acho incrível como um poema é capaz de transmitir os sentimentos de formas diferentes para cada pessoa que o lê.
grispino disse:
Olá! Parabéns pela beleza do blog! Visite o nosso também! Aguardo sua visita! Abraços!
Fernando Abreu disse:
Gregorio de Matos, crítico e ironico.
Esse poema leva a dúvida entre a a ironia e a dúvida. Mas há uma grande verdade.