Ó caos confuso, labirinto horrendo,
Onde não topo luz, nem fio achando;
Lugar de glória, aonde estou penando;
Casa da morte, aonde estou vivendo!
Ó voz sem distinção, Babel tremendo;
Pesada fantasia, sono brando;
Onde o mesmo que toco, estou sonhando;
Onde o próprio que escuto, não o entendo.
Sempre és certeza, nunca desengano;
E a ambas pretensões com igualdade,
No bem te não penetro, nem no dano.
És ciúme martírio da vontade;
Verdadeiro tormento para engano;
E cega presunção para verdade.
postado por Ederson Peka em 27-06-2010
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EDILOY A C FERRARO disse:
Só mesmo em Gregório de Matos poderíamos encontrar um título tão redundante como esse… ele parece brincar com as palavras, algo irônico, ferino, arrebatador…
Augusto Dias disse:
Não conhecia este poema, fiquei preso a ele até que terminasse de ler e isso é ótimo.
Muito bom!!!
Obrigado por ter compartilhado Ederson, tudo de bom!!!