Ausente, pensativo, solitário,
como se vos tivera ali presente
dou e tomo as razões ousadamente
firme em amor, em pensamento vário.
Quando venho ante vós com temerário
fervor renovo n’alma juntamente
quantos cuidados tive estando ausente,
que tudo em tal aperto é necessário.
Uns aos outros se impedem na saída
e querem cometer e não se abalam,
e vou para falar e fico mudo.
Porém meus olhos, minha cor perdida,
meu pasmo, meu silêncio, por mim falam,
e não dizendo nada, digo tudo.
postado por Ederson Peka em 27-03-2006
1 – Contribuição Nacional (PagSeguro)
2 – Contribuição Internacional (PayPal)





EDILOY A C FERRARO disse:
Não conhecia este poeta, mas seu poema consegue dizer muito na narrativa de sua mudez, muito bom !