A um passe de Didi, Garrincha avança
Colado o couro aos pés, o olhar atento
Dribla um, dribla dois, depois descansa
Como a medir o lance do momento.
Vem-lhe o pressentimento; ele se lança
Mais rápido que o próprio pensamento
Dribla mais um, mais dois; a bola trança
Feliz, entre seus pés – um pé-de-vento!
Num só transporte a multidão contrita
Em ato de morte se levanta e grita
Seu uníssono canto de esperança.
Garrincha, o anjo, escuta e atende: – Goooool!
É pura imagem: um G que chuta um o
Dentro da meta, um l. É pura dança!
postado por Ederson Peka em 20-12-2007
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Nandinha disse:
oi amo tudo que Vini escreve é pra mim uma linda canção que sempre quero ouvir falar e sentir bjus ate
Ediloy Antonio Carlos Ferraro disse:
…no gingado que parece enfeitiçar um País, cada movimento/atento do esportista, uma questão nacional/emocional, como se dos toques na bola dependentes todos, oscila a alta-estima da Nação, quando heróis, craques da bola, levam euforias à multidão…triste ilusão, bem enfatizada pelo poeta…