Pálida a lua sob o pálio avança
Das estrelas de uma perdida infância.
Fatigados caminhos refazemos
Da outrora máquina da mineração.
É nossa própria forma, o frio molde
Que maduros tentamos atingir,
Volvendo à laje, à pedra de olhos facetados,
Sem crispação, matéria já domada.
O exemplo recebendo que ofereces
Pelo martírio teu enfim transposto,
Severo, machucado e rude Aleijadinho
Que te encerras na tenda com tua Bíblia,
Suplicando ao Senhor — infinito e esculpido —
Que sobre ti descanse os seus divinos pés.
postado por Ederson Peka em 23-10-2011
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EDILOY A C FERRARO disse:
Comovente homenagem de um poeta a outro artista, escultor, que deixou em suas obras a beleza esculpida, imorredouras lembranças em traços definidos com seu esmero e dedicação que o imortalizaram…
Professor Gadomski disse:
Olá Ederson, estou conhecendo o seu blog. Convido você a conhecer “A Janela”. Inclusive a última postagem é um vídeo da poesia “Conversa” de Drummond de Andrade, creio que vai gostar. Acesse: http://professorgadomski.blogspot.com