Acabo de estudar – da ciência fria e vã,
O gelo, o gelo atroz me gela ainda a mente,
Acabo de arrancar a fronte minha ardente
Das páginas cruéis de um livro de Bertrand.
Bem triste e bem cruel decerto foi o ente
Que este Saara atroz – sem aura, sem manhã,
A Álgebra criou – a mente, a alma mais sã
Nela vacila e cai, sem um sonho virente.
Acabo de estudar e pálido, cansado,
Dumas dez equações os véus hei arrancado,
Estou cheio de spleen, cheio de tédio e giz.
É tempo, é tempo pois de, trêmulo e amoroso,
Ir dela descansar no seio venturoso
E achar do seu olhar o luminoso X.
postado por Ederson Peka em 06-06-2010
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Mariana disse:
Muito bom o conteúdo de vocês. Tudo o que se possa imaginar em questão de poemas é possível encontrar no acervo de vocês. Grande nomes da literatura nacional e internacional estão aqui. Parabéns pelo blog.
EDILOY A C FERRARO disse:
Este autor fecundo, analítico, sociológico, em sua exuberante obra OS SERTÕES, todavia, como poeta, ainda não me recordo tê-lo lido, surpreende pela melancolia apreendida em seus versos, algo severo, lúdico, nostálgico….
Elisa Gasparini disse:
Ai ai, amei!! Um olhar todo especial pelo estudo e pelo amor, reverenciando a ambos.