Como se te perdesse, assim te quero.
Como se não te visse (favas douradas
Sob um amarelo) assim te apreendo brusco
Inamovível, e te respiro inteiro
Um arco-íris de ar em águas profundas.
Como se tudo o mais me permitisses,
A mim me fotografo nuns portões de ferro
Ocres, altos, e eu mesma diluída e mínima
No dissoluto de toda despedida.
Como se te perdesse nos trens, nas estações
Ou contornando um círculo de águas
Removente ave, assim te somo a mim:
De redes e de anseios inundada.
Fonte: Jornal de Poesia
postado por Célia de Lima em 07-06-2008
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Dois Rios disse:
A Hilda Hilt é simplesmente maravilhosa. Tenho várias poesias dela para postar no meu blog e gostei muito desta q vc postou, que aliás, eu não conhecia.
Abs,
Dois Rios disse:
Corrigindo um erro de digitação: “Hilda Hilst”.
Beijos,
Dois Rios disse:
Célia,
Obrigada pelo carinho das suas palavras.
Visitei os seus blogs e até ia deixar um comentário no Letra de Arte, mas não tem link.
Bom dia e até breve.