Hão de os anos volver, – não como as neves
De alheios climas, de geladas cores;
Hão de os anos volver, mas como as flores,
Sobre o teu nome, vívidos e leves…
Tu, cearense musa, que os amores
Meigos e tristes, rústicos e breves,
Da indiana escreveste, – ora os escreves
No volume dos pátrios esplendores.
E ao tornar este sol, que te há levado,
Já não acha a tristeza. Extinto é o dia
Da nossa dor, do nosso amargo espanto.
Porque o tempo implacável e pausado,
Que o homem consumiu na terra fria,
Não consumiu o engenho, a flor, o encanto…
postado por Ederson Peka em 01-05-2011
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EDILOY A C FERRARO disse:
Homenagem de um grande escritor a outro, onde Machado de Assis, despede-se, sofrido, de José de Alencar. Nomes que marcaram nossa literatura, transcendendo os tempos…Versos que enaltecem Alencar e choram sua partida.