Água corrente! Água de um rio quieto
Cortando a alma ignorada do sertão!
Levas à tona, aspecto por aspecto,
Os aspectos da vida em refração.
Água que passa… Sonho predileto
Do lavrador que lavra o duro chão.
Trazes-me sempre a evocação de um teto…
Água! Sangue da terra! Religião…
Há na tua bondade humana e leal,
Quando a roda maior moves do Engenho,
Qualquer bafejo sobrenatural…
Ouvindo, ao longe, o teu magoado som,
Água corrente! eu me enterneço e tenho
Uma imensa vontade de ser bom…
postado por Ederson Peka em 04-07-2010
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zierley jardim disse:
a água é linda e me faz sorrir.
parabéns, ederson. boa escolha.
boa semana!
EDILOY A C FERRARO disse:
como em OLHOS TERNOS, Olegário Mariano apresenta nesta descrição um interior terno e intenso, belo, melancólico, costurado de finas e sensíveis observações sobre o curso das águas, feito lágrimas…