Como acordar sem sofrimento?
Recomeçar sem horror?
O sono transportou-me
àquele reino onde não existe vida
e eu quedo inerte sem paixão.
Como repetir, dia seguinte após dia seguinte,
a fábula inconclusa,
suportar a semelhança das coisas ásperas
de amanhã com as coisas ásperas de hoje?
Como proteger-me das feridas
que rasga em mim o acontecimento,
qualquer acontecimento
que lembra a Terra e sua púrpura
demente?
E mais aquela ferida que me inflijo
a cada hora, algoz
do inocente que não sou?
Ninguém responde, a vida é pétrea.
postado por Diego Eis em 11-05-2005
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Maísa disse:
O poema relata a rotina triste de alguém…
Onde mostra em que estamos em algum lugar perdido..
E que ainda devemos melhorar..
Onde eu em encacho , pois estou vivendo nesse lugar.
Maísa Cabral 13 anos