Misericordiosíssimo carneiro
Esquartejado, a maldição de Pio
Décimo caia em teu algoz sombrio
E em todo aquele que for seu herdeiro!
Maldito seja o mercador vadio
Que te vender as carnes por dinheiro,
Pois, tua lã aquece o mundo inteiro
E guarda as carnes dos que estão com frio!
Quando a faca rangeu no teu pescoço,
Ao monstro que espremeu teu sangue grosso
Teus olhos – fontes de perdão – perdoaram!
Oh! tu que no Perdão eu simbolizo,
Se fosses Deus, no Dia do Juízo,
Talvez perdoasses os que te mataram!
postado por Ederson Peka em 17-04-2011
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Miguel Afonso disse:
Satírico, esse soneto, mas muito bem conseguido.
Mauri Zeürgo disse:
Muito bem. Acredito na realidade das palavras tuas e na força com que coloca cada linha de cada texto teu. Gostei da perseverança e bonança utilizada por ti. Boa sorte e parabéns.
Mauri Zeurgo dos BLOG: “Às Grandes Formigas”
EDILOY A C FERRARO disse:
A verve de Augusto dos Anjos, tem muito de irônica, sagaz, de incomodar, cutucando tabus, visceral, talvez atributos que se perduram e o colocam atualíssimo hoje e sempre.