A nossa casa, Amor, a nossa casa!
Onte está ela, Amor, que não a vejo?
Na minha doida fantasia em brasa
Costrói-a, num instante, o meu desejo!
Onde está ela, Amor, a nossa casa,
O bem que neste mundo mais invejo?
O brando ninho aonde o nosso beijo
Será mais puro e doce que uma asa?
Sonho… que eu e tu, dois pobrezinhos,
Andamos de mãos dadas, nos caminhos
Duma terra de rosas, num jadim,
Num país de ilusão que nunca vi…
E que eu moro – tão bom! – dentro de ti
E tu, ó meu Amor, dentro de mim…
postado por Ederson Peka em 24-01-2010
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Mi disse:
Florbela Espanca, a dolorosa poesia do amor…
EDILOY AC FERRARO disse:
…essa poetisa, brincando com as palavras, nos entontece com suas graças, em alegorias nos transporta, sempre clamando o amor, desfolhando suas pétalas, encantando-nos, seus apaixonados leitores…
Isaías Carriço disse:
Bravo! é preciso fazer das palavras
a nossa própria carne.
Isaías Carriço