Não te afastes de mim, temendo a minha sanha
E o meu veneno… Escuta a minha triste história:
Aracne foi meu nome e na trama ilusória
Das rendas florescia a minha graça estranha.
Um dia desafiei Minerva. De tamanha
Ousadia hoje expio a incomparável glória…
Venci a deusa. Então, ciumenta da vitória,
Ela não ma perdoou: vingou-se e fez-me aranha!
Eu que era branca e linda, eis-me medonha e escura
Inspiro horror… Ó tu que espias a urdidura
Da minha teia, atenta ao que o meu palpo fia:
Pensa que fui mulher e tive dedos ágeis,
Sob os quais incessante e vária a fantasia
Criava a pala sutil para os teus ombros frágeis…
postado por Ederson Peka em 08-08-2010
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Rômulo Ferreira disse:
que lindo! parabens
se der e quiser veja o meu!
Raimundo Nonato da Silva disse:
gostei muito deste blog desculpe se o meu comentario é feito em forma de literatura de cordel obrigado.
EDILOY A C FERRARO disse:
nesta quase fábula em versos, o poeta nos sugere reflexões,valendo-se das alegorias nas metamorfoses entre o esplendor de uma rainha e a atual situação de repulsiva aracnídea, reportando-nos às situações várias que podemos experimentar em nossas vidas…