Destino
de Almeida GarretQue eras tu meu ser, querida,
Teus olhos a minha vida,
Teu amor todo o meu bem…
Ai! não mo disse ninguém.
postado por Ederson Peka em 31-01-2010
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Que eras tu meu ser, querida,
Teus olhos a minha vida,
Teu amor todo o meu bem…
Ai! não mo disse ninguém.
Não vinga o sonho da folha
se não crescer incrustado
no sonho que se fez árvore.
Sonho… que eu e tu, dois pobrezinhos,
Andamos de mãos dadas, nos caminhos
Duma terra de rosas, num jadim,
Num país de ilusão que nunca vi…
E quando os pés abram sendas
e os braços se risquem cruzes
Porque, inda mais que se tema de mudanças,
Menos se teme a dor quando se sente.
Certa madrugada fria
irei de cabelos soltos
ver como crescem os lírios
Certo, dista muitas e muitas léguas de caminho…
Não importa.
O que importa é ir em fora…