O Silêncio e os Barcos
de José Carlos GonzalézOs barcos nesta noite não arquejam,
são mudos na verdade do silêncio.
postado por Célia de Lima em 29-11-2008
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Os barcos nesta noite não arquejam,
são mudos na verdade do silêncio.
Na valsa tão falsa, corrias, fugias,
Ardente, contente, tranqüila, serena,
Sem pena de mim!
E invades, como um sonho, a imensa altura,
- Ultima a receber o adeus do dia,
Primeira a ter a bênção das estrelas!
Desejo uma fotografia como esta…
(...)Pois sabem que há uma fonte
Oculta nas areias…
No descomeço era o verbo.
Só depois é que veio o delírio do verbo.
Quanta vez o que resta é essa frágil chave
perdida na algibeira da infância