Olhos
de Cruz OliveiraSó lhes desejo o bem das carícias mais puras
- Que hoje me apraz perdoar os que me não perdoaram!
E isso me cura um pouco esse desgosto imenso
De amá-los
Só lhes desejo o bem das carícias mais puras
- Que hoje me apraz perdoar os que me não perdoaram!
E isso me cura um pouco esse desgosto imenso
De amá-los
Não afrouxava
Nem repetia,
Que redobrava
De melodia!
Seja bendito o fruto do teu ventre, Jesus,
Mais belo dentre os astros…
Ele se lança
Mais rápido que o próprio pensamento
Dribla mais um, mais dois; a bola trança
Feliz, entre seus pés…
Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar,
Mais doidamente me lembrar de ti!
Depois tornou-se o tredo fogo ardente
Que o instante, o ano, a vida me tortura.
Bem longe de gozar tanta ventura,
Cresta-me o rosto agora o pranto quente.
Pelo meu rosto branco, sempre frio,
Fazes passar o lúgubre arrepio
Das sensações estranhas, dolorosas…
Talvez um dia entenda o teu mistério…
(...)