Amo!
de José Guilherme de Araújo JorgeAmo a poesia que escrevo e entusiasta declamo
aos que sentem como eu a alegria de amar!
postado por Ederson Peka em 30-09-2007
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Amo a poesia que escrevo e entusiasta declamo
aos que sentem como eu a alegria de amar!
E ele que fôra um bruto, e vil descrente,
Quanta vez, numa prece, ungido, cola
O lábio seco, na úmida corola
Daquela flor alvíssima e silente!…
Cuido contar-lhe o mal, pedir-lhe a cura…
Abrir-lhe o incerto coração que chora…
Mas esta mágoa, o tê-la
É um engano profundo.
Faze por esquecê-la!
Cão! – Alma de inferior rapsodo errante!
(...)Gênio purificado na desgraça,
Tu resumiste em ti toda a grandeza:
Poeta e soldado… Em ti brilhou sem jaça
O amor da grande pátria portuguesa.
À noite, quando sonha,
Sente no tórax a pressão medonha
Do bruto embate férreo das tenazes.