Os Poemas
de Mario QuintanaEles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
Mas tu apareceste com a tua boca fresca de madrugada, com o teu passo leve, com esses teus cabelos…
E o homem taciturno ficou imóvel, sem compreender nada, numa alegria atônita…
Impossível compor um poema a essa altura da evolução da humanidade.
Impossível escrever um poema – uma linha que seja – de verdadeira poesia.
Mas, ai das tuas invenções supernas!
Vivemos como os homens das cavernas
Se males faz Amor, em mim se vêem;
Em mim mostrando todo o seu rigor,
Ao mundo quis mostrar quanto podia.
Mas todas suas iras são de amor;
A vida assim nos afeiçoa,
Prende. Antes fosse toda fel!
E todo mundo que por ela passa
Há de beber a taça da cicuta
E há de beber até o fim da taça!