A Criança
de Castro AlvesQuero ver-te brilhar.
Canta, criança, és a ave da inocência.
postado por Ederson Peka em 26-02-2007
1 Comentário | Trackback
Quero ver-te brilhar.
Canta, criança, és a ave da inocência.
Adiante
O poema é translúcido, e distante
A palavra que vem do pensamento
Sem saudade.
E eu aqui a chorar nesta noite tão fria!
Agonia, agonia, agonia, agonia!
Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
Que mal o amor me tem feito!
Duvidas?! Pois, se duvidas,
Vem cá, olha estas feridas,
Que o amor abriu no meu peito.
A mão que escreve este poema
não sabe o que está escrevendo
Do que restou, como compor um homem
e tudo que ele implica de suave,
de concordâncias vegetais, murmúrios
de riso, entrega, amor e piedade?