Apocalipse
de Augusto dos AnjosSão despedaçamentos, derrubadas,
Federações sidéricas quebradas…
E eu só, o último a ser, pelo orbe adiante…
postado por Diego Eis em 28-05-2004
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São despedaçamentos, derrubadas,
Federações sidéricas quebradas…
E eu só, o último a ser, pelo orbe adiante…
Em vão! Contra o poder criador do Sonho
O Fim das Coisas mostra-se medonho
Como o desaguadouro atro de um rio…
Era de vê-lo, imóvel, resignado,
Tragicamente de si mesmo oriundo,
Fora da sucessão, estranho ao mundo,
Com o reflexo fúnebre do Increado:
Se tanta pena tenho merecida
Em pago de sofrer tantas durezas,
Provai, Senhora, em mim vossas cruezas,
Que aqui tendes u’a alma oferecida.
Eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.
No canteiro, uma violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,
entre o planeta e o Sem-Fim