Ah… Se Sesse
de Zé da LuzMas porém se acontecesse
De São Pedro não abrisse
A porta do céu
E fosse de dizer qualquer tolice
postado por Ederson Peka em 28-10-2003
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Mas porém se acontecesse
De São Pedro não abrisse
A porta do céu
E fosse de dizer qualquer tolice
Porque sempre a encolhida cobardia
De pedra serve ao livre pensamento.
E tão românticos seremos,
de tão magoado romantismo
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Beijo extremo, meu prêmio e meu castigo,
Batismo e extrema-unção, naquele instante
Por que, feliz, eu não morri contigo?
Tudo imóvel… Serenidades…
Que tristeza, nos sonhos meus!
E quanto choro e quanto adeus
Neste mar de infelicidades!
O Viajante traça seu caminho, afinal,
Sob o sol fresco e intermitente;
E o potro persegue encurvado, silente,
O tortuoso eco de suas pisadas.